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Após proibição das bets, Grêmio e Inter retomam parceria com Banrisul

  • Última modificação do post:28 de outubro de 2026
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Acordo vale para as seis últimas rodadas do Campeonato Brasileiro de 2026 

Grêmio e Internacional anunciaram nesta quarta-feira (28) um acordo com o Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul) para ocupar o espaço de patrocinador máster nas camisas das duas equipes durante as seis últimas rodadas do Campeonato Brasileiro de 2026. A parceria foi firmada após os clubes ficarem sem patrocinador principal em consequência da proibição das casas de apostas no Brasil.

O anúncio foi realizado pelo presidente do Banrisul, Fernando Lemos, durante coletiva de imprensa no Salão Nobre da instituição, em Porto Alegre. Os valores envolvidos na negociação não foram divulgados, assim como eventuais condições para a continuidade do patrocínio após o encerramento da competição.

A iniciativa representa a retomada da presença da marca do banco na principal área de exposição dos uniformes dos clubes com maior rivalidade do Rio Grande do Sul, em um momento de reorganização comercial dos clubes diante das mudanças no mercado de patrocínios esportivos.

Banrisul retorna como patrocinador máster

A parceria entre o Banrisul e os dois principais clubes do Rio Grande do Sul tem uma trajetória de 25 anos, período em que a instituição financeira manteve sua marca associada ao futebol gaúcho.

Segundo Fernando Lemos, a proposta de retomada do patrocínio partiu da própria presidência do Banrisul.

“Grêmio e Internacional fazem parte da vida de milhões de gaúchos. São clubes que atravessam gerações, mobilizam famílias e carregam uma história que se confunde com a do nosso Estado. O Banrisul tem orgulho de participar dessa trajetória há 25 anos. Quando o futebol gaúcho entra em campo, o Banrisul joga junto. E queremos ver gremistas e colorados mobilizados, apoiando seus times até a última rodada”, disse.

A declaração foi feita durante a apresentação da parceria, que terá duração inicialmente limitada às rodadas finais do Brasileirão.

Proibição das bets altera mercado de patrocínios

O retorno do Banrisul ocorre em meio às mudanças provocadas pela proibição das operações das plataformas de apostas no Brasil. Antes da medida, as casas de apostas ocupavam uma parcela relevante dos espaços de patrocínio máster dos clubes brasileiros, incluindo Grêmio e Internacional.

Com a interrupção das atividades do setor, as equipes precisaram buscar alternativas comerciais para substituir as marcas que anteriormente apareciam em seus uniformes.

A situação também passou a exigir ajustes nos planejamentos financeiros dos clubes, que haviam estruturado parte de suas receitas considerando contratos de publicidade e patrocínio.

Clubes buscam alternativas após saída das casas de apostas

A situação de Grêmio e Internacional integra um movimento mais amplo de reorganização dos patrocínios no futebol brasileiro. Com o encerramento das operações regulamentadas das bets, equipes que mantinham contratos com empresas do setor passaram a negociar com marcas de outros segmentos econômicos.

Corinthians

O Corinthians anunciou a Shopee como nova patrocinadora máster para as nove partidas finais do Campeonato Brasileiro de 2026, substituindo a Esportes da Sorte, cuja marca deixou de ser exibida após a proibição das bets. O acordo, anunciado em 11 de outubro, prevê a exposição da empresa de comércio eletrônico na camisa, na Neo Química Arena e nos canais digitais do clube.

Já o Fluminense adotou a marca Superscore, plataforma de estatísticas e informações esportivas vinculada ao mesmo grupo da Superbet, sua patrocinadora anterior. Diferentemente do Corinthians, o clube carioca manteve as condições comerciais do contrato existente, que prevê pagamentos até 2029. O São Paulo também adotou a Superscore como alternativa à exposição da Superbet.

Presidente do Vitória aponta perdas financeiras

O presidente do Vitória, Fábio Mota, também manifestou preocupação com os impactos da proibição das bets sobre as finanças do clube. Segundo o dirigente, o encerramento do patrocínio da 7K comprometeu receitas previstas no planejamento financeiro, com perdas estimadas em R$ 3 milhões mensais e impacto projetado de R$ 45 milhões para 2027, considerando o contrato de patrocínio e receitas relacionadas à publicidade no estádio.

Audiência no STF

O processo ocorre enquanto clubes e entidades esportivas discutem os impactos da proibição sobre contratos já firmados e receitas previstas.

Dez clubes brasileiros, além da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), estão entre os participantes de uma audiência pública convocada pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), para 3 de novembro.

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