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Publicidade de bets é essencial para diferenciar sites legais e ilegais, diz SPA e operadores

  • Última modificação do post:29 de abril de 2026
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Realizado pela IAB, Fórum de Políticas Públicas contou com presença de Hugo Baungartner (Esportes da Sorte) e Renato Pucci (Ministério da Fazenda) em Brasília

A distinção entre as apostas legalizadas e o mercado clandestino depende diretamente da publicidade de bets formalizada, que atua como baliza de segurança ao consumidor. Esse foi o consenso entre a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) e representantes do setor durante o Fórum de Políticas Públicas para Publicidade Digital, nesta terça-feira (28), em Brasília.

No painel sobre publicidade em apostas on-line, o Coordenador-Geral de Fiscalização de Apostas da SPA, Renato Pucci, afirmou: “O pior caminho é restringir a publicidade porque isso coloca no mesmo grupo os legais e ilegais. Nossa função é equilibrar a regulamentação para que todo o ecossistema possa se desenvolver com segurança no Brasil”.

A ideia faz coro com os outros integrantes da mesa, que contou com Hugo Baungartner, Chief Business Officer (CBO) do Grupo Esportes Gaming Brasil, detentor das marcas Esportes da Sorte, Onabet e Lottu, Guilherme Figueiredo, Relações Públicas da Betano, e moderação de Gustavo Borges, do IAB Brasil.

“A publicidade regulada cumpre um papel que vai além do marketing; ela é, na prática, um mecanismo de orientação. Quando restringimos a comunicação das marcas licenciadas, criamos um ‘apagão de referência’ que só beneficia o infrator. O usuário não deixa de buscar o entretenimento, mas perde a bússola para diferenciar quem segue regras de quem opera na clandestinidade”, pontuou Baungartner.

Fiscalização e proteção da economia popular

No combate ao mercado ilegal, o Coordenador-Geral de Fiscalização de Apostas da SPA citou parcerias relevantes com associações do setor e CONAR (Conselho Nacional Autorregulamentação Publicitária) para evitar a promoção de plataformas irregulares no mercado digital.

“Já recebemos mais de 1.500 notificações, cerca de 400 perfis de influenciadores foram removidos e pelo menos 300 conteúdos excluídos. O problema é que alguns destes conteúdos se espalham muito rápido e já deixaram sua mensagem equivocada no curto período em que estiveram no ar”, afirmou.

Hugo Baungartner reafirmou o compromisso do Grupo Esportes Gaming Brasil com o futuro do setor.

“O mercado regulado quer ser parte da solução. Para que o setor seja sustentável, precisamos de segurança jurídica, educação da opinião pública e uma execução regulatória que reconheça a publicidade como um instrumento de proteção do usuário, e não como um problema em si”, concluiu.

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