Empresa revisa campanhas, capacita influenciadores e cria protocolos de aprovação para fortalecer a publicidade responsável no mercado de iGaming
A Mansão Green colocou a proteção ao consumidor no centro de sua estratégia de comunicação sobre apostas. A empresa passou a adotar novos protocolos de produção, análise e aprovação de conteúdos publicitários realizados por influenciadores, afiliados, creators e equipes de marketing vinculadas à operação.
A iniciativa inclui um programa de capacitação sobre publicidade responsável, um manual interno de conformidade, materiais didáticos para influenciadores e um checklist obrigatório de publicação. O objetivo é garantir que as campanhas sejam transparentes, direcionadas exclusivamente ao público adulto e alinhadas às novas normas federais para a publicidade de apostas no Brasil.
Sumário
Como a Mansão Green está protegendo o consumidor?
A nova estratégia da Mansão Green estabelece que os conteúdos comerciais devem passar por aprovação prévia antes da publicação. A análise considera a linguagem utilizada, a identificação do anunciante, a autorização da operadora, a presença das advertências obrigatórias e a adequação da mensagem ao público maior de 18 anos.
A empresa também orienta seus parceiros a não divulgar conteúdos que apresentem apostas como renda, investimento ou solução financeira. Exposição de bilhetes premiados, históricos de ganhos, promessas de lucro, recomendações de apostas específicas e chamadas que criem urgência também deixam de fazer parte da comunicação vinculada à Mansão Green.
Essas práticas estão entre as condutas alcançadas pela Portaria Interministerial MF/SECOM/MJSP nº 73, que trata da proteção do consumidor na publicidade, comunicação, marketing e oferta de apostas de quota fixa. A norma também reforça os princípios da transparência, da boa-fé, da proteção financeira e da proteção de crianças, adolescentes e pessoas vulneráveis.
Segundo Marina Carvalho, Diretora de Operações da Mansão Green, a proteção ao consumidor não pode ser tratada apenas como uma obrigação regulatória.
“Estamos falando de uma mudança que precisa acontecer na cultura das empresas e de todos os profissionais envolvidos na comunicação do setor. Proteger o consumidor significa comunicar com clareza, não criar falsas expectativas e deixarevidente que a aposta é uma forma de entretenimento para adultos, não uma fonte de renda ou investimento”, afirma Marina Carvalho.
O que muda nos conteúdos de influenciadores e afiliados?
A Mansão Green está direcionando sua produção para formatos considerados mais responsáveis e sustentáveis. Entre eles estão o entretenimento esportivo, os bastidores, a cultura de torcida, a cobertura de eventos, as informações estatísticas e a apresentação institucional de operadoras autorizadas.
Os conteúdos não devem indicar em qual evento, mercado ou cotação o consumidor deve apostar. Também não devem sugerir que experiência, conhecimento ou algum método possa garantir resultados financeiros.
O manual interno da empresa determina ainda que conteúdos de maior risco sejam submetidos às áreas de compliance e jurídico antes da veiculação. Caso algum requisito do checklist não seja atendido, a publicação deve ser suspensa até que a peça seja corrigida ou formalmente validada.
“Nosso papel não é apenas informar aos influenciadores que as regras mudaram. Precisamos oferecer treinamento, processos e suporte para que eles saibam como produzir conteúdo dentro desse novo cenário. A responsabilidade deve estar presente desde o planejamento até a publicação”, explica Marina Carvalho.
Quais são as obrigações para a publicidade de apostas?
As novas regras ampliam a responsabilidade de empresas, influenciadores, agências, plataformas e demais participantes da cadeia de publicidade de apostas. Antes da veiculação, os responsáveis devem verificar se a operadora está autorizada pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda.
A comunicação também deve apresentar de forma clara a identificação do anunciante e o respectivo número de autorização. As campanhas direcionadas a menores de 18 anos são consideradas abusivas, assim como a utilização de personagens, linguagem ou elementos capazes de atrair crianças e adolescentes.
A Portaria SPA/MF nº 1.964 também tornou obrigatória a utilização de uma das três advertências oficiais do Ministério da Fazenda. A mensagem deve aparecer de forma horizontal, clara e legível, ocupando pelo menos 10% da área do anúncio.
Entre as advertências previstas estão:
“Ministério da Fazenda adverte: Apostar pode causar dependência.”
“Ministério da Fazenda adverte: Apostar faz você perder dinheiro.”“Ministério da Fazenda adverte: Aposta não é investimento.”
Proteção de menores passa a integrar todas as etapas
A proteção de crianças e adolescentes também passou a integrar os procedimentos de comunicação da Mansão Green. Campanhas impulsionadas devem ser segmentadas exclusivamente para maiores de 18 anos, com a exclusão do público jovem.
Os conteúdos não podem utilizar mascotes, músicas, personagens, ambientes ou linguagem com apelo infantil ou juvenil. As orientações são aplicadas a publicações em feed, stories, vídeos, transmissões ao vivo, podcasts, Telegram, WhatsApp e demais canais utilizados pelos profissionais vinculados comercialmente à operação.
Publicidade responsável como estratégia de longo prazo
Para a Mansão Green, a adaptação ao novo ambiente regulatório não representa apenas uma medida de redução de riscos. A empresa entende que a publicidade responsável será um dos elementos determinantes para a construção de confiança entre consumidores, influenciadores, operadoras, marcas e instituições.
“Não existe mercado sustentável sem confiança. As empresas que compreenderem isso e assumirem a responsabilidade por sua comunicação estarão mais preparadas para construir relações duradouras com o público e contribuir para a profissionalização do iGaming no Brasil”, conclui Marina Carvalho.
Com a revisão dos processos, a capacitação dos profissionais e a adoção de mecanismos de aprovação, a Mansão Green busca consolidar um modelo de comunicação baseado em transparência, responsabilidade e proteção ao consumidor.
