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Dono da Havan usa caso de jovem que teria perdido R$ 500 mil em apostas para criticar bets

  • Última modificação do post:28 de agosto de 2026
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Luciano Hang compartilhou relato de Gustavo Pereira, de 24 anos, e defendeu regras mais rígidas, fiscalização do setor e educação financeira nas escolas

O empresário Luciano Hang, dono da Havan, utilizou o relato de um jovem que afirma ter perdido cerca de R$ 500 mil em apostas online para defender o endurecimento das medidas relacionadas ao setor. Em publicação nas redes sociais, Hang citou a história de Gustavo Pereira, de 24 anos, que atualmente vende café em semáforos de Lages, em Santa Catarina.

De acordo com o relato divulgado, Gustavo enfrentou problemas relacionados às apostas durante aproximadamente cinco anos e teria perdido todo o patrimônio acumulado nesse período. O valor de R$ 500 mil é informado pelo próprio jovem.

O empresário defendeu maior fiscalização e regras mais rígidas para a atividade, além da inclusão de educação financeira nas escolas.

“Precisamos de regras rígidas, fiscalização e, principalmente, educação financeira desde cedo nas escolas”, afirmou o empresário.

Hang afirma que bets podem ‘destruir a vida das pessoas’

Ao comentar a história, o dono da Havan afirmou que as pessoas “deixam de comer” para apostar.

“As bets podem destruir a vida das pessoas. Famílias endividadas, pessoas deixando de pagar contas e até de comer para apostar, acreditando na ilusão do dinheiro fácil. Em situações extremas, há relatos de pessoas que chegaram a tirar a própria vida”, afirmou Hang.

O empresário também relacionou os gastos com apostas ao dinheiro que, em sua avaliação, poderia permanecer em outros segmentos da economia.

“Bilhões de reais que poderiam movimentar o comércio e melhorar a vida das famílias estão indo para as apostas”, declarou.

Bloqueio do CPF

Como parte do processo para se afastar das apostas, Gustavo afirmou ter solicitado a autoexclusão por meio da ferramenta disponibilizada pelo governo federal. O mecanismo permite que o usuário bloqueie voluntariamente seu acesso às plataformas de apostas.

Após deixar os jogos, o jovem passou a vender café nos semáforos de Lages e também realiza outras atividades. Segundo o relato, sua rotina de trabalho pode começar às 4h e, em alguns dias, se estender até a meia-noite.

Gustavo afirma que o trabalho também passou a funcionar como uma forma de manter sua rotina distante das apostas.

“Cada dia de trabalho é também um dia longe do jogo. Nem é sobre café. É sobre pessoas”, escreveu ao comentar a publicação de Hang.

Família relata busca por ajuda

A repercussão também levou a mãe de Gustavo, Sinara Pereira, a comentar publicamente a situação enfrentada pela família. Segundo ela, houve um processo até que os familiares compreendessem a necessidade de buscar ajuda especializada para lidar com a ludopatia.

Sinara afirmou que a família procurou orientação durante o período e defendeu que familiares de pessoas que apresentam comportamento problemático relacionado aos jogos também busquem apoio.

“Vergonha não é pedir socorro. Vergonha seria desistir de lutar”, escreveu.

A mãe do jovem também agradeceu a Hang por ampliar a visibilidade do caso e afirmou que a exposição do tema pode ajudar a chamar atenção para os impactos que o jogo problemático pode provocar não apenas no apostador, mas também em seus familiares.

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