Levantamento da Blask mostra que interesse pelo mercado brasileiro atingiu seu maior nível do ano em 13 de junho
A Copa do Mundo de 2026 levou o mercado brasileiro de iGaming ao seu maior pico de demanda do ano. De acordo com dados da Blask, plataforma de análise de dados para a indústria de jogos online, o recorde ocorreu em 13 de junho, durante a partida entre Brasil e Marrocos.
O dado brasileiro faz parte do relatório “World Cup 2026 — What six weeks of football meant for iGaming”, produzido pela empresa para analisar os efeitos das seis semanas de Mundial sobre a indústria. O estudo acompanha indicadores de interesse pela competição, demanda por iGaming e rentabilidade das partidas para as casas de apostas.
O levantamento utiliza o Blask Index, indicador baseado em sinais de interesse online que busca medir a demanda do mercado por país ou marca. Portanto, o pico registrado no Brasil não representa faturamento, GGR ou volume financeiro apostado, mas o nível de demanda identificado pela metodologia da companhia.
Sumário
- 1 Brasil x Marrocos coincide com pico global de iGaming
- 2 Copa redistribuiu demanda mais do que criou novo interesse
- 3 Comparação com 2025
- 4 Interesse pela Copa atingiu pico em 4 de julho
- 5 Eliminação dos anfitriões teve impactos diferentes
- 6 Copa impulsiona marcas de apostas
- 7 Inglaterra x Gana foi a melhor partida para as casas
Brasil x Marrocos coincide com pico global de iGaming
Além de representar o maior nível de demanda por iGaming observado no Brasil em 2026, segundo informação compartilhada pela Blask, 13 de junho também aparece no relatório como o dia de maior demanda entre os mercados participantes da Copa.
Naquela data, o Blask Index agregado chegou a 28,4 milhões, o maior patamar registrado durante o Mundial. O dia correspondia ao primeiro sábado completo da fase de grupos. A mediana diária durante a competição ficou em 21,2 milhões, contra 20,8 milhões no período usado como referência antes da Copa.
No caso brasileiro, a Blask atribui o pico à realização da partida entre Brasil e Marrocos. O recorte específico do Brasil e a associação com o confronto foram fornecidos pela empresa junto ao relatório, embora esse detalhamento por país não apareça nos gráficos publicados no documento.
Copa redistribuiu demanda mais do que criou novo interesse
Apesar dos picos provocados pela competição, um dos resultados mais relevantes do levantamento é que a Copa do Mundo teve impacto limitado sobre a demanda agregada por iGaming quando comparada às semanas imediatamente anteriores ao torneio.
Entre 11 de junho e 19 de julho, a demanda ficou apenas 0,2% acima do período de 3 de maio a 10 de junho. A conclusão da Blask é que o Mundial redistribuiu a demanda ao longo das partidas e mercados mais do que efetivamente aumentou o interesse total pela atividade.
A fase de grupos teve papel importante nesse comportamento. A demanda média por iGaming nessa etapa foi 5,6% superior à registrada no mata-mata, desconsiderando os dias sem jogos. Segundo o estudo, a maior quantidade de partidas e seleções em campo contribuiu para sustentar níveis mais elevados de interesse.
O menor índice ocorreu em 13 de julho, dia de descanso entre as quartas de final e as semifinais, quando o indicador caiu para cerca de 16 milhões.
Comparação com 2025
A comparação anual apresenta um cenário diferente. No mesmo intervalo de 11 de junho a 19 de julho, o Blask Index passou de 689,7 milhões em 2025 para 835,5 milhões em 2026, avanço de 21,1%.
A própria Blask pondera, entretanto, que o percentual não pode ser atribuído integralmente à Copa. Parte da diferença está relacionada ao crescimento orgânico do mercado de iGaming ao longo do último ano, o que significa que o impacto isolado do Mundial é inferior aos 21,1%.
Interesse pela Copa atingiu pico em 4 de julho
O relatório também mediu especificamente a procura online relacionada à Copa por meio do Blask World Cup Index.
Nesse indicador, o maior nível de atenção ocorreu em 4 de julho, quando o índice chegou a 15,4 milhões. A data coincidiu com o fim de semana das oitavas de final e o feriado da Independência dos Estados Unidos.
A média diária de interesse foi de 10,97 milhões durante a fase de grupos, contra 9,54 milhões no mata-mata, diferença de aproximadamente 15%.
Já a final despertou cerca de 49% mais atenção do que a abertura da competição. O menor resultado apareceu em 17 de julho, dia sem partidas antes do fim de semana decisivo, com índice de 2,1 milhões.
Eliminação dos anfitriões teve impactos diferentes
Estados Unidos, México e Canadá foram eliminados nas oitavas de final, entre 4 e 6 de julho. O efeito sobre a demanda, entretanto, variou consideravelmente.
Nos Estados Unidos, a demanda média caiu 28%, passando de 256 mil para 185 mil por dia depois da eliminação. Foi a maior retração entre os três anfitriões.
No México, a queda foi de 11%, enquanto o Canadá apresentou alta de 7% mesmo depois de deixar a competição.
Segundo a análise da Blask, o comportamento norte-americano esteve mais diretamente associado ao desempenho da seleção nacional, enquanto mexicanos e canadenses mantiveram níveis maiores de interesse até a final.
Copa impulsiona marcas de apostas
A competição também produziu mudanças expressivas na demanda por determinadas marcas.
A GrandPashaBet liderou o ranking elaborado pela Blask, com crescimento de 464% no índice durante a Copa em comparação ao período anterior ao Mundial. Na sequência aparecem Vulkan Vegas (+140%), 8xbet (+115%), Te Apuesto (+113%) e SBOBET (+108%).
Entre as marcas presentes no levantamento, a KTO registrou crescimento de 57%.
Em valores absolutos do índice, porém, empresas maiores tiveram ganhos relevantes. A Apuesta Total acrescentou 16,2 milhões, enquanto a NV Casino avançou 5,3 milhões. O levantamento excluiu marcas com índice-base inferior a 2 milhões.
Inglaterra x Gana foi a melhor partida para as casas
A Blask também desenvolveu um índice próprio para estimar quais partidas foram mais ou menos favoráveis às casas de apostas.
O confronto Inglaterra 0 x 0 Gana liderou o ranking de rentabilidade, com índice de +8,8. Na sequência aparecem Colômbia x Portugal (+8,2) e Espanha x Cabo Verde (+8,1), ambos também terminados em 0 a 0.
Na outra ponta, Nova Zelândia 1 x 5 Bélgica registrou índice de -10,5, tornando-se o confronto mais favorável aos apostadores segundo o modelo. O mercado de total de 2,5 gols teve peso decisivo no resultado.
O indicador não representa lucro ou prejuízo financeiro efetivamente divulgado pelas operadoras. A metodologia combina informações pré-jogo e ao vivo, como odds de fechamento, margem das casas, movimentação das cotações e comportamento dos principais mercados de apostas. Valores positivos indicam partidas mais favoráveis às casas, enquanto números negativos apontam vantagem para os apostadores.
Metodologia
O relatório considera os 44 mercados de seleções participantes monitorados pela Blask. Irã, Uzbequistão, Iraque, Cabo Verde e Curaçao não fazem parte da análise agregada. Os indicadores são produzidos pela tecnologia proprietária da empresa a partir da análise de dados e sinais disponíveis online.