Presidente do Cuiabá - Cristiano Dresch

Saiba por que presidente do Cuiabá recusa patrocínio de bets

  • Última modificação do post:28 de agosto de 2026
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Cristiano Dresch afirma que não concorda com o segmento de apostas; clube está sem patrocinador master desde 2025

O Cuiabá mantém uma posição diferente da adotada por grande parte dos clubes do futebol brasileiro quando o assunto são casas de apostas. Mesmo com o espaço mais valorizado de sua camisa disponível há quase dois anos, o clube decidiu não negociar o patrocínio máster com empresas do setor de bets.

A explicação foi dada pelo presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, em entrevista ao ge. Segundo o dirigente, a decisão está relacionada à sua avaliação sobre os impactos das apostas e também a compromissos assumidos anteriormente com patrocinadores.

“Eu nunca concordei com esse segmento, eu acho esse segmento criminoso. As bets exploram as pessoas, causam suicídios e destroem famílias. Nossos patrocinadores lá atrás já nos exigiram que a gente não firmasse contrato com as bets. Tomamos uma decisão acertada”, afirmou Dresch.

Sem patrocinador máster desde 2025

O principal espaço comercial da camisa do Cuiabá está sem um patrocinador permanente desde o início de 2025, quando terminou o último contrato destinado à propriedade. A recusa em negociar com empresas de apostas é apontada por Dresch como um dos fatores para que o clube continue sem uma marca ocupando a área frontal do uniforme.

A postura chama atenção diante da presença das bets no futebol brasileiro, especialmente por meio de contratos de patrocínio de clubes e competições.

No caso do Cuiabá, o presidente indicou que a restrição ao setor não surgiu recentemente. De acordo com Dresch, patrocinadores que mantiveram relação com o clube anteriormente já haviam colocado como condição que a equipe não fechasse acordos comerciais com casas de apostas.

Campanha ligada ao etanol

Sem uma marca ocupando permanentemente a propriedade máster, o Cuiabá utilizou recentemente a parte frontal da camisa para uma iniciativa relacionada ao agronegócio.

Uniforme do Cuiabá movido etanol
Uniforme do Cuiabá , com campanha do agronegócio

Na partida contra o Goiás, pela Série B do Campeonato Brasileiro, o uniforme exibiu a mensagem “Movido a Etanol”. A ação busca dar visibilidade à produção de biocombustíveis em Mato Grosso e aproximar comercialmente o clube do setor agropecuário.

“Estamos desenvolvendo uma campanha de divulgação de um dos maiores produtos que a gente faz aqui no Mato Grosso, que é o etanol. A gente está buscando uma aproximação com o segmento do agro”, explicou Dresch.

Presidente diz que clube consegue fechar orçamento sem bets

Apesar de abrir mão de potenciais contratos com empresas de apostas, Dresch afirmou que os patrocínios atuais representam receitas relevantes para o orçamento do Cuiabá. O dirigente explicou que a estrutura financeira do clube é sustentada principalmente pelas receitas provenientes de direitos de transmissão, acordos comerciais e negociação de jogadores.

“Os patrocínios atuais do Cuiabá não são valores baixos, são valores importantes dentro do nosso orçamento. O Cuiabá consegue se manter com as receitas, que são a televisão, os patrocínios da camisa e a venda de atletas. Este ano devemos encerrar com R$ 30 milhões no caixa de jogadores que nós vendemos. Então, esse orçamento a gente consegue fechar a conta”, declarou.

A política de contenção de despesas também faz parte da estratégia financeira adotada pelo clube. Segundo Dresch, o Cuiabá iniciou o Campeonato Mato-Grossense de 2026 com uma folha salarial de aproximadamente R$ 500 mil.

Contratos da Série A ainda impactam as contas

O presidente também apontou compromissos assumidos durante a passagem do Cuiabá pela Série A como um dos atuais desafios financeiros. Parte das despesas, segundo ele, está relacionada a contratos e parcelas originados naquele período.

“O nosso problema ainda são algumas heranças que a gente está pagando desde a Série A. Esse caso do Petit é uma herança da Série A. Temos alguns jogadores ainda que têm algumas parcelas da Série A que a gente está pagando”, explicou.

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