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I Congresso Nacional de Loterias do Brasil: Painel debate potencial de VLTs e sports bars

  • Última modificação do post:11 de maio de 2026
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Especialistas analisaram regulamentação, experiência do consumidor e potencial econômico do mercado físico de apostas

A expansão dos VLTs e dos sports bars no mercado brasileiro esteve em debate durante o quarto painel do I Congresso Nacional de Loterias do Brasil. O encontro reuniu especialistas para discutir experiências internacionais, desafios regulatórios e oportunidades econômicas para o setor.

Participaram do painel Roberto Quatrini, da Novomatic; Kaian Cantu, da Apostou; o advogado Marcelo Correa; Afonso Dias, CEO da Clube do Bet; e Matt Sahakian, iGaming Consultant & Partner Rei da Sorte Loterj.

Durante as discussões, os painelistas analisaram o potencial dos ambientes físicos de apostas para geração de receita, entretenimento e fortalecimento do turismo local. Também foram debatidos temas relacionados à experiência do consumidor, regulamentação e adaptação do modelo ao mercado brasileiro.

Roberto Quatrini afirmou que o mercado brasileiro de VLTs possui grande potencial, mas alertou para os riscos relacionados à falta de alinhamento regulatório e à dificuldade de aplicação prática das regras.

“O mercado de VLT tem um grandíssimo potencial, mas corre o mesmo risco que outros setores estão enfrentando no Brasil”, afirmou.

O executivo também defendeu a adoção de práticas internacionais para acelerar o amadurecimento regulatório brasileiro.

“Não é difícil copiar as melhores práticas internacionais”, destacou.

Segundo Quatrini, a regulamentação precisa encontrar equilíbrio entre exigências técnicas, viabilidade operacional e competitividade do mercado legal.

“Se você faz além disso, você tem o direito de ter um diferencial. O importante é respeitar as exigências atuais e criar um ambiente competitivo”, disse.

Kaian Cantu ressaltou que o desenvolvimento do mercado físico de apostas depende diretamente da capacidade de oferecer produtos atrativos e alinhados ao comportamento do consumidor brasileiro.

“O consumidor busca outra experiência. Não basta apenas colocar o produto no mercado”, afirmou.

Segundo ele, a experiência presencial precisa acompanhar a evolução observada em mercados internacionais.

“É preciso tornar melhores práticas internacionais uma realidade também no Brasil”, destacou.

Afonso Dias afirmou que a experiência do cliente será determinante para o sucesso dos sports bars e das operações físicas de apostas no país.

“O cliente tem que chegar em uma sala e ter uma experiência diferenciada. Isso é o que vai fazer com que ele retorne”, afirmou.

O CEO da Clube do Bet comparou a experiência dos ambientes físicos ao setor de alimentação e entretenimento.

“Você vai a um restaurante não apenas porque a comida é boa, mas porque você se sente bem acolhido”, disse.

Segundo Afonso, o mercado tende a selecionar naturalmente os operadores mais estruturados e preparados.

“Vai permanecer quem entregar um ambiente mais seguro, tecnicamente mais forte e juridicamente mais confiável”, destacou.

Matt Sahakian afirmou que o mercado brasileiro possui características únicas em relação a outros países, principalmente pela autonomia regulatória dos estados.

“O Brasil tem uma singularidade muito diferente de outros mercados. Essa riqueza de oportunidades de regular e propor diferentes sistemas é algo muito específico do país”, afirmou.

O consultor também destacou que a possibilidade de criação de loterias estaduais torna o ambiente brasileiro diferente de modelos centralizados adotados em outros mercados internacionais, como a França.

“Talvez isso pareça natural para o operador brasileiro, mas não é algo comum em muitos países”, concluiu.

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