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Raio X do Investidor Brasileiro: apostadores tem em média 35 anos e renda familiar mensal de R$ 5.402

  • Última modificação do post:7 de maio de 2026
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Estudo ouviu 5.832 pessoas em todas as regiões do país entre os dias 4 e 21 de novembro de 2025

As apostas online seguem ampliando presença na rotina financeira dos brasileiros. É o que aponta a 9ª edição do estudo “Raio X do Investidor Brasileiro”, elaborado pela Anbima em parceria com o Datafolha. O levantamento mostra crescimento da adesão às bets em 2025, mudanças nas motivações dos apostadores e sinais de estabilidade nos indicadores ligados ao risco de comportamento problemático.

CONFIRA O ESTUDO NA ÍNTEGRA!

Segundo a pesquisa, 17% dos brasileiros afirmaram ter realizado apostas online em 2025, índice superior ao registrado na edição anterior do estudo.

O estudo ouviu 5.832 pessoas em todas as regiões do país entre os dias 4 e 21 de novembro de 2025. A amostra representa brasileiros com 16 anos ou mais, de diferentes classes sociais e perfis de renda.

Brasil entre os 5 maiores mercados do mundo

O levantamento destaca que o segmento de apostas online continua em expansão no Brasil e já coloca o país entre os cinco maiores mercados globais do setor. Segundo o documento, a receita bruta das empresas reguladas chegou a R$ 37 bilhões em 2025. O valor considera o total apostado, descontados os prêmios pagos aos usuários.

A pesquisa também traça um perfil dos apostadores brasileiros. De acordo com os dados, o público é majoritariamente masculino (66%), mais jovem — com média de 35 anos — e possui renda familiar média mensal de R$ 5.402.

Outro dado que chama atenção é o volume gasto mensalmente. A maior parcela dos apostadores, equivalente a 37%, afirmou gastar R$ 100 ou mais por mês com apostas online. Ainda assim, houve uma leve redução em relação ao ano anterior, quando esse percentual era de 39%.

Já o grupo que afirmou gastar até R$ 30 por mês cresceu de 33% para 36%. O gasto médio mensal calculado pela pesquisa ficou em R$ 195,15.

Ganho financeiro ainda lidera motivações

O estudo mostra que a principal motivação para apostar continua ligada à possibilidade de retorno financeiro. Entre os entrevistados que realizam apostas online, 39% disseram apostar para “ganhar dinheiro rápido em caso de necessidade”. Outros 37% citaram a expectativa de conseguir uma grande quantia em dinheiro.

Ao mesmo tempo, a pesquisa identificou crescimento da visão recreativa sobre as bets. O percentual de pessoas que enxergam as apostas como diversão subiu para 32%, contra 26% nas edições anteriores do levantamento.

Já a parcela que considera as apostas uma forma de investimento permaneceu em 20%, mantendo estabilidade em relação ao ano anterior, mas abaixo dos 24% registrados duas edições atrás.

Segundo o relatório, quem considera as bets um investimento tende a gastar mais. Esse grupo apresenta média mensal de R$ 284,81 em apostas, enquanto aqueles que não enxergam a atividade dessa forma possuem média de R$ 178,47.

Estabilidade em indicador de risco

A Anbima também recalculou o chamado Índice de Tendência ao Vício em Apostas, criado na edição anterior da pesquisa com base no indicador internacional Problem Gambling Severity Index (PGSI). O modelo avalia respostas relacionadas ao comportamento dos usuários em relação às apostas online.

De acordo com o levantamento, 11% dos apostadores foram classificados como “problemáticos”, com alto risco de comportamento compulsivo. O percentual representa leve alta em relação aos 10% observados anteriormente.

Outros 28% aparecem em faixa de risco moderado e 29% em baixo risco. O grupo sem indicadores de problemas relacionados às apostas representa 32% dos apostadores, abaixo dos 35% registrados na edição passada.

O estudo aponta ainda que os apostadores classificados como problemáticos são predominantemente jovens. Segundo os dados, 82% pertencem à Geração Z ou aos Millennials. Além disso, 73% são homens e 56% estão concentrados na classe C.

Jovens lideram adesão às apostas online

O recorte geracional apresentado pela pesquisa mostra que o uso de plataformas de apostas é significativamente maior entre os mais jovens.

Entre integrantes da Geração Z, 27% afirmaram realizar apostas online. Entre os Millennials, o percentual foi de 22%. Já na Geração X, o índice cai para 10%, enquanto entre os Boomers chega a apenas 4%.

O estudo também aponta que 60% da população geral afirmam nunca ter utilizado aplicativos de apostas. Entre os Boomers, esse percentual sobe para 73%, indicando menor adesão entre os públicos mais velhos.

Apostadores não diferem tanto da população geral

Apesar do crescimento do setor, o levantamento afirma que os comportamentos financeiros dos apostadores não apresentam diferenças substanciais em relação à população brasileira em geral.

Segundo os dados, 37% dos apostadores conseguiram economizar dinheiro em 2025, percentual ligeiramente acima da média geral da população, que ficou em 33%.

Entre os usuários de bets, 21% disseram não possuir qualquer reserva de emergência, contra 31% na população geral. Além disso, 38% dos apostadores afirmaram investir em produtos financeiros, enquanto a média da população ficou em 36%.

O levantamento também relaciona questões de saúde financeira ao comportamento econômico dos brasileiros. O relatório aponta que 47% da população apresenta alto nível de estresse financeiro, enquanto 41% das pessoas mais estressadas possuem dívidas em atraso.

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