Caso segue contra Kayky Bezerra
A influenciadora e advogada Deolane Bezerra deixou de integrar uma ação judicial relacionada à suposta publicidade enganosa envolvendo uma plataforma de apostas online. A movimentação processual ocorreu após a autora do caso desistir de manter a influenciadora no polo passivo da ação, em razão de uma limitação jurídica ligada ao fato de Deolane estar presa. As informações foram divulgadas pela coluna da jornalista Fábia Oliveira, do portal Metrópoles.
De acordo com a publicação, a ação foi movida por Débora Santos Souza, que pede indenização por danos materiais e morais no valor de R$ 60.720,00. Segundo o relato apresentado no processo, a autora alega ter sido prejudicada por publicidade enganosa relacionada a uma plataforma de jogos de azar.
Conforme a coluna, a divulgação da plataforma teria sido realizada por Kayky Bezerra, filho de Deolane. A influenciadora foi incluída inicialmente no processo por ser apontada como responsável legal pelo jovem à época dos fatos narrados, já que ele ainda seria menor de idade naquele período.
Entenda por que Deolane saiu da ação
Segundo a publicação, em 22 de maio, a autora solicitou a desistência da ação em relação a Deolane, mantendo o processo exclusivamente contra Kayky Bezerra.
A razão estaria em uma vedação processual aplicável aos Juizados Especiais, modelo em que a ação tramita atualmente. Nesse rito, audiências de conciliação exigem a presença das partes envolvidas, o que se torna incompatível com a situação de pessoas privadas de liberdade. Por esse motivo, Deolane deixou de responder nesse processo específico.
Apesar disso, a retirada da influenciadora da ação não representa encerramento definitivo sobre os fatos narrados. Ainda de acordo com a coluna Fábia Oliveira, a autora poderá apresentar uma nova ação contra Deolane na Justiça comum, onde esse impedimento processual não se aplica.
Prisão de Deolane
A influenciadora foi presa na última quinta-feira (21), em Alphaville, na Grande São Paulo, durante uma operação conduzida pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pela Polícia Civil. A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro com possível ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).