Análise mostra que descoberta de jogos está saindo dos lobbies e indo para as buscas externas
Um levantamento das empresas Blask e 1spin4win aponta uma mudança no comportamento dos usuários de apostas online e revela um problema crescente: o que os jogadores procuram nem sempre aparece nas plataformas.
A análise, que inclui Brasil, México, Argentina, África do Sul, Nigéria e Gana, mostra que a descoberta de jogos está saindo dos lobbies e indo para as buscas externas, como Google, redes sociais e indicações.
Sumário
Jogadores procuram mas não encontram
O estudo identifica um padrão: jogos muito buscados não têm o mesmo destaque dentro das plataformas.
Na África do Sul, “Hot Hot Fruit” lidera as buscas, mas não aparece entre os principais do lobby. Na Nigéria, “Fortune Tiger” domina o interesse dos usuários, sem presença relevante nas plataformas. Em Gana, “The Walking Dead” também aparece entre os mais buscados, mas com baixa visibilidade.
No Brasil, a série “Fortune”, da PG Soft, concentra cerca de 40% da demanda, mas esse interesse não se traduz em destaque equivalente nos lobbies.
Busca vira principal porta de entrada
O levantamento mostra uma mudança no comportamento do jogador: ele já chega na plataforma sabendo o que quer jogar. Com isso, a busca passa a indicar melhor a intenção do usuário do que a própria organização dos lobbies.
“As lacunas entre a exposição dos jogos e as preferências dos jogadores acontecem porque alguns títulos criam bases de fãs leais. Assim, os usuários já entram no cassino com a intenção clara de jogar esses títulos e conseguem encontrá-los mesmo sem destaque no lobby. Geralmente são jogos com matemática forte, que geram engajamento recorrente.
Ao mesmo tempo, é importante considerar o fluxo constante de novos jogadores. A presença no lobby ajuda a dar visibilidade para quem está explorando pela primeira vez e tomando decisões espontâneas. Sem isso, um jogo pode permanecer popular entre sua base atual, mas ter dificuldade para atrair novos usuários e crescer no longo prazo”, explica Olga Hlukhovskaya, diretora da 1spin4win.
Segundo ela, esses jogos continuam populares, mas podem ter dificuldade de crescer sem visibilidade para novos jogadores.
Mercados emergentes
A diferença entre o que se busca e o que aparece é ainda maior em mercados africanos. Em Gana, jogos crash como “Aviator” e “Aviamasters” representam mais de 60% da demanda, sem o mesmo destaque nas plataformas.
Na América Latina, o comportamento é mais dividido, mas ainda concentrado em títulos que não recebem exposição proporcional.
Estratégia
O estudo aponta que as empresas precisam mudar a lógica atual e passar a olhar mais para a demanda real dos jogadores.
“Na Blask, acompanhamos essa transformação há algum tempo. O que essa análise confirma é que a demanda dos jogadores já migrou para fora do ambiente das operadoras. A busca deixou de ser apenas um sinal e se tornou a principal camada onde a intenção é formada.
O problema é que a maioria das operadoras ainda usa lógica interna para estruturar seus lobbies, criando um ponto cego: elas otimizam a visibilidade com base na oferta, e não na demanda. É exatamente essa lacuna que buscamos resolver.
Ao agregar dados de buscas não relacionadas a marcas em larga escala, ajudamos equipes a entender o que os jogadores realmente procuram em cada mercado — muitas vezes antes dessas tendências aparecerem dentro do produto. Isso permite que as operadoras deixem de ser reativas e passem a adotar estratégias proativas, alinhando oferta à demanda em tempo real e capturando oportunidades que seriam perdidas”, afirma Ilya Batcherikov, CPO da Blask.