Mais de 153 mil pessoas solicitaram ao governo federal a autoexclusão de sites de apostas esportivas nos primeiros 20 dias de funcionamento da plataforma criada pelo Ministério da Fazenda. O volume equivale a uma média de cinco pedidos por minuto, segundo dados oficiais divulgados pela pasta.
O sistema permite que o usuário se bloqueie voluntariamente de todas as cerca de 200 marcas de apostas autorizadas a operar no Brasil, impedindo o acesso às plataformas durante o período escolhido. A iniciativa integra as políticas de jogo responsável do mercado regulado.
De acordo com o Ministério da Fazenda, o principal motivo apontado pelos usuários para solicitar o bloqueio foi “Perda de controle sobre o jogo – saúde mental”, opção marcada em 34% dos pedidos. Em seguida aparece a justificativa “Prevenir que meus dados sejam utilizados por plataformas de apostas”, com 28% das solicitações.
Ao fazer o pedido, o próprio usuário escolhe o tempo de autoexclusão. As opções variam entre um, três, seis ou nove meses, além de um ano ou período indeterminado. A maior parte das pessoas optou pelo bloqueio sem prazo definido: 76% dos pedidos foram por tempo indeterminado, enquanto 17% solicitaram a exclusão por um ano.
Na descrição oficial da ferramenta, o governo informa que a autoexclusão é voltada a quem “sente que os jogos de aposta começaram a afetar negativamente sua vida ou estão se tornando uma preocupação”. O mecanismo foi desenvolvido para funcionar de forma centralizada, garantindo que o bloqueio seja aplicado automaticamente a todas as plataformas autorizadas.