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Pix lidera pagamentos no Brasil e impulsiona crescimento do iGaming em ano de Copa do Mundo

  • Última modificação do post:11 de abril de 2026
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Volume representa crescimento de 24,3% em relação ao mesmo período de 2024, somando 42,9 bilhões de operações

O Pix respondeu por 54,7% de todas as transações realizadas no Brasil no segundo semestre de 2025, segundo dados do relatório Estatísticas de Pagamentos de Varejo, do Banco Central. O volume representa crescimento de 24,3% em relação ao mesmo período de 2024, somando 42,9 bilhões de operações. A consolidação do sistema de pagamento instantâneo como principal meio utilizado no país tem redesenhado a dinâmica de setores intensivos em transações digitais, entre eles o de apostas online, que atravessa um ciclo de expansão após a regulamentação do mercado.

No iGaming regulado, o Pix tornou-se o método predominante para depósitos e saques, impulsionado pela liquidação imediata e pela redução de fricções no processo de pagamento. A agilidade influencia diretamente indicadores como conversão e retenção de usuários, além de simplificar fluxos operacionais.

Para Bruno Fraga, CTO da Paag, empresa de tecnologia, o impacto também é estrutural.

“O Pix simplificou a infraestrutura de pagamentos no iGaming. Em vez de múltiplas integrações e diferentes taxas de sucesso entre métodos distintos, os operadores podem contar com um sistema amplamente adotado. Isso reduz a complexidade tecnológica e permite que novos usuários foquem na qualidade e na experiência”, afirma.

Os dados fiscais e de mercado indicam a dimensão do setor. Informações obtidas via Lei de Acesso à Informação mostram que, entre janeiro e setembro de 2025, as empresas de apostas recolheram mais de R$ 3 bilhões em tributos federais. No período, o governo registrou 25 milhões de apostadores ativos, isto é, cerca de 12% da população brasileira.

Outro estudo, este da consultoria Regulus Partners, divulgado pela BBC News, aponta que o Brasil encerrou 2025 como o quinto maior mercado global de apostas, com faturamento estimado em US$ 4,1 bilhões (aproximadamente R$ 22 bilhões). Em 2026, a realização da Copa do Mundo deve impulsionar ainda mais o volume de apostas e de transações financeiras, ampliando a demanda por infraestrutura de pagamentos resiliente e escalável.

Nesse ambiente, a eficiência operacional dos gateways e a capacidade de processamento em larga escala tornam-se fatores críticos. Empresas que atuam como provedoras de tecnologia para o setor relatam aumento consistente no volume transacionado ao longo de 2025 e início de 2026. A Paag, por exemplo, informa ter processado mais de R$ 3,5 bilhões em transações no segmento de iGaming no período e foi reconhecida na BiS SiGMA Awards 2026 na categoria de Melhor Meio de Pagamento.

Para João Fraga, CEO da companhia, o momento exige investimento contínuo em tecnologia e adaptação regulatória.

“O avanço do mercado brasileiro de apostas demanda infraestrutura preparada para alta escala, segurança e estabilidade, especialmente em períodos de pico. A evolução do Pix e do ambiente regulado eleva o nível de exigência técnica e competitiva do setor”, afirma.

Com o Pix consolidado como principal instrumento de pagamento no país e o Brasil entre os maiores mercados globais de apostas, o desempenho das empresas do setor tende a depender cada vez mais da capacidade de operar com eficiência tecnológica, conformidade regulatória e gestão de risco em um ambiente de crescimento acelerado.

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