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O futebol turco enfrenta uma das maiores crises de sua história recente. O Ministério Público da Turquia anunciou, nesta sexta-feira (7), a prisão de 18 pessoas — entre elas 17 árbitros e o presidente de um clube da primeira divisão — no âmbito de uma ampla investigação sobre envolvimento de profissionais do esporte com casas de apostas.
De acordo com as autoridades, foram expedidos 21 mandados de prisão, com detenções realizadas em Istambul e outras 11 províncias do país. A operação, conduzida pelo promotor-chefe de Istambul, investiga crimes de abuso de função pública e manipulação de resultados de partidas. Também foram detidos um ex-proprietário de clube e um ex-presidente de associação, além de uma pessoa acusada de espalhar informações falsas nas redes sociais.
A investigação teve início após declarações do presidente da Federação Turca de Futebol (TFF), Ibrahim Haciosmanoglu, que revelou que 371 dos 571 árbitros em atividade nas ligas profissionais possuíam contas em sites de apostas, e 152 deles estavam ativos realizando apostas. Em um dos casos mais graves, um árbitro teria registrado 18.227 apostas, enquanto outros 42 árbitros apostaram em mais de mil partidas cada.
Em comunicado, Haciosmanoglu classificou a situação como uma “crise moral no futebol turco”, afirmando que “a arbitragem é uma profissão de honra” e que “quem manchar essa honra jamais voltará a participar do futebol turco”.
Além das prisões, o conselho disciplinar da TFF impôs suspensões de oito a 12 meses a 149 oficiais envolvidos em atividades de apostas, enquanto novas investigações seguem em andamento para apurar casos de manipulação de resultados e uso indevido de informações privilegiadas.
