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Haddad critica veto a cassinos e diz que aposta virtual ‘faz menos sentido’ que jogo presencial

  • Última modificação do post:1 de setembro de 2025
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Ministro defende legalização para gerar turismo, empregos e arrecadação

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou em entrevista ao programa Canal Livre, da Band, que não faz sentido o Congresso Nacional ter aprovado as apostas esportivas online e rejeitado a legalização de cassinos e bingos no Brasil.

Questionado pelo jornalista Rodolfo Schneider sobre a possibilidade de o governo apoiar a regulamentação de jogos presenciais, Haddad destacou a incoerência da decisão legislativa.

“Estranho, de certa maneira, o jogo virtual ter sido aprovado e o jogo presencial não. Qual o sentido? Porque, primeiro, o jogo presencial não é de massa. As massas não entram nos cassinos. É uma coisa localizada, que gera turismo, empregos e arrecadação. Diferentemente de Las Vegas, a maioria dos cassinos no mundo está em lugares bonitos, estratégicos, que atraem turistas e movimentam a economia”, disse.

O ministro ainda ressaltou que o Brasil deve fechar 2025 com mais de 9 milhões de turistas e que os cassinos poderiam reforçar o potencial do país como destino turístico.

Segundo Haddad, enquanto as apostas online já envolvem cerca de 30 milhões de CPFs únicos registrados pela Fazenda Nacional, os cassinos presenciais trariam impacto econômico positivo sem o mesmo risco de compulsão, além de gerarem empregos e incentivarem setores como hotelaria, gastronomia e entretenimento.

Ao ser questionado sobre qual considera seu maior legado no Ministério da Fazenda, Haddad respondeu que seria “a reforma tributária, diria que 200%”, concluiu.

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