Autoridades, operadores e especialistas debatem o papel da atividade no fomento a políticas públicas e desenvolvimento regional
O segundo dia do BIS Brasília 2025 também trouxe uma discussão estratégica sobre o papel das loterias estaduais no desenvolvimento econômico e social do país. O painel “O Impacto das Loterias Estaduais no Desenvolvimento Socioeconômico do Brasil” reuniu líderes do setor e especialistas para avaliar como a arrecadação das loterias contribui para investimentos públicos, políticas sociais e fortalecimento de municípios.
Participaram do debate Hazenclever Lopes, presidente da LOTERJ; Eduardo Paiva, presidente da LOTOTINS; Everton Sales, diretor de Operação da Lotese; e Francisco Petrônio, superintendente da Lotep (Loteria do Estado da Paraíba). O painel foi mediado por Roberto Brasil Fernandes, sócio-fundador da Brasil Fernandes Advogados.
O painel abordou temas como transparência na gestão das loterias, destinação eficiente dos recursos arrecadados, impactos sociais em áreas de educação e saúde e o papel das loterias estaduais na geração de emprego e renda local.
Hazenclever Lopes, da LOTERJ, destacou o papel da atividade do setor para a sociedade.
“Precisamos destacar o papel que as loterias estaduais podem e devem fazer na sociedade. É o poder de alcance das loterias estaduais na vida das pessoas, na vida das famílias. Nós somos reguladores, somos responsáveis para respeitar a legislação, mas trabalhamos com coragem e ousadia, oferecendo produtos lotéricos e jogos lotéricos com responsabilidade, mas também com inovação, também com oportunidade de geração de emprego, de geração de renda. E quando eu assumi a Loteria do Estado do Rio de Janeiro, há três anos atrás, eu assumi com a responsabilidade e com o desafio não apenas de ser presidente da maior loteria do Estado no nosso país, mas assumi com a missão de devolver a loteria para a sociedade, e devolver a LOTERJ para a sociedade é integrar a sociedade, é integrar a sociedade, integrar o ecossistema de jogos, loterias do Brasil e do mundo no dia a dia da LOTERJ”, afirmou.
Francisco Petrônio, da Lotep, ressaltou como as loterias tem desenvolvido trabalhos de excelência.
“Então a Loteria do Estado da Paraíba entende como uma revolução, nos últimos tempos, o julgamento dessas áreas. Nesse sentido, não só a Loteria do Estado da Paraíba, mas as loterias estaduais que já estão estabelecidas há muito tempo, como a Loteria do Estado do Rio de Janeiro, e outras que chegaram também mostrando a vontade de desenvolver, da mesma forma, esse trabalho, esse serviço público. Então, as loterias estaduais se colocam num mercado, com muita responsabilidade, com muita responsabilidade, com muita cautela. E vejamos, isso requer uma dedicação e um. Então, as loterias estaduais chegam no mercado, pós 2020, com muita força, buscando conhecimento, e a partir desse conhecimento, se estabelecer no mercado, com muita responsabilidade, regulando os jogos e com muita percepção de futuro. Porque, mesmo as loterias, como a do Rio de Janeiro, como a da Paraíba, que já estão no mercado há muito tempo, eles assistem ao longo tempo, ao tempo do eletrônico, onde tudo é muito rápido, tudo está acontecendo em paralelo, não só nos ambientes físicos, que são utilizados pela loteria, mas sim nos smartphones”.
Eduardo Paiva, presidente da LOTOTINS, explicou como os Terminais de Videoloterias (VLTS) contribuem com a atividade lotérica.
“A gente tem comunicado e criado campanhas institucionais mostrando exatamente para a população que joga com entretenimento, assim como talvez o cidadão queira ir uma sexta-feira com a esposa no cinema e gastar seus cem reais ali e ficar pelas horas assistindo um filme ou no teatro, a pessoa pode gastar aqueles mesmos cem reais ali e sentado num terminal de videoloteria que tem a devolução e premiação de 94, 95% devolvido para o cliente de uma forma justa, mas se entreter ali da mesma forma, é só uma escolha diferente de entretenimento. Eu acho que quando não só os governantes, de uma forma geral, quando a população em que ele vê que é melhor jogar tanto no estado ou no nível federal. No nível estadual, ele vai manter a riqueza ali, ele vai fazer com que aquele PIB, né, eu estudo falar lá no estado de Tocantins, para os veículos que a gente tem a oportunidade de conversar, exatamente isso, a gente tem que manter a riqueza aqui no estado. Assim como Rio de Janeiro, assim como a Paraíba, o tem, acredito que o fazem nos seus estados, eles têm que proteger ali para que aquela receita, para que aquele PIB que é gerado, aquela riqueza ali dentro daquele estado, permaneça aqui, para que o apostador não vá numa bet ilegal. Obviamente tem também a possibilidade de escolher uma bet federal, né, é uma decisão do apostador, mas se as campanhas publicitárias naqueles estados mostrarem o benefício que a população vai conseguir sensibilizar, vai conseguir medir o retorno que muitas vezes pelo governo federal, esses bilhões que você comentou aqui, a gente nem sabe como volta. Ali o estado com certeza aquele dinheiro é retornado, ele vai ter que ir para aquela para aquela destinação que está prevista em lei ou em decreto, que vai fazer com que a população privilegie”. falou.
Roberto Brasil Fernandes, sócio-fundador da Brasil Fernandes Advogados, lembrou como a Loteria do Estado do Rio de Janeiro atuou
Everton Sales, Lotese, contou como funciona a experiência da loterias no estado.
“Nós temos um modelo, um pioneiro na criação da loteria estadual, que é através do banco. Então, na condição de operador, você tem uma loteria que é sócia de um banco, banco de fomento, isso cria um ambiente completamente favorável. Ele fica alinhado, inclusive, com o que foi dito aqui. Você tem toda preocupação com o desenvolvimento social. Então, imagina você ter um banco público com mais de 60 anos de existência, que tem uma política de governança robusta, uma preocupação em entregar, de fato, um desenvolvimento para o Estado. Então, estar com a loteria associada a esse banco, é um ambiente completamente favorável. E, claro, é um modelo que acredito que será, inclusive, aplicado para os Estados, porque ele traz muitos benefícios para a ótica do apostador por construir esse ambiente. Principalmente pela ótica do operador, de ter essa robustez, de você fazer parte de uma instituição que tem como premissa trazer o desenvolvimento social, não só a arrecadação, mas por meio da arrecadação do desenvolvimento social. Falando dos VLTs, em capitalidade, em números, como empresa pública, por exemplo, o edital de credenciamento, para você ser um revendedor, no estado de Sergipe, ele vai possibilitar que um comerciante, ou até mesmo uma pessoa física que tenha interesse, ele possa abrir aquele edital de credenciamento. Então, imagine a capacidade em capilaridade que isso tem. Hoje nós temos aproximadamente 50 terminais instalados no Estado de Sergipe com o planejamento de termos em torno de 500 equipamentos até a final do ano. Isso falando de 2005. E, claro, o Sergipe é o melhor estado da Federação, mas a gente espera conseguir atingir todo o estado e todos os municípios e, com isso, trazer o desenvolvimento para os quatro pontos do estado. O formato da loteria nesse quesito, eu acho que ela fica imbatível porque ela consegue chegar para um mercado, para um apostador que ele não está no digital, por exemplo. Ele não está hoje no digital, ele não vai estar provavelmente no digital. Então a gente consegue, com os VLTs, com os meios de apostas da loteria estadual, chegar para esse público. Ou seja, levar também a tecnologia, que é uma forma de inclusão, você consegue levar, não esperar que ele se cadastre, você leva a ter ele o produto, então isso é, do ponto de vista do operador, é sim uma característica marcante e tendo um banco público do lado, dá o peso desse formato. E eu queria falar também sobre o regulador, então no formato que você tem no banco público, operando através da Lotese, você tem um regulador que é a Grese, que é o mesmo regulador que fiscaliza serviços de saneamento, de energia, então isso traz também um ambiente favorável para o setor”, disse.
O painel reforçou que as loterias estaduais desempenham um papel crucial como fonte de financiamento para programas sociais e investimentos públicos, contribuindo diretamente para o desenvolvimento regional e a inclusão social. A discussão também destacou a importância de transparência, integridade e governança para garantir que os recursos sejam aplicados de forma eficiente e responsável.