Entre os investigados, está o lateral-esquerdo Eren Elmalı, jogador do Galatasaray e integrante da seleção da Turquia
A Federação Turca de Futebol (TFF) anunciou a suspensão de 1.024 jogadores após a identificação de uma rede de apostas ilegais que vem gerando forte instabilidade no esporte do país. O caso atinge diferentes níveis competitivos e envolve nomes conhecidos do futebol nacional e internacional.
Entre os investigados, está o lateral-esquerdo Eren Elmalı, jogador do Galatasaray e integrante da seleção da Turquia. O atleta tem participado da atual edição da Liga dos Campeões e vinha sendo convocado regularmente para compromissos internacionais.
Elmalı foi retirado da lista da seleção para os jogos de qualificação do Mundial contra Espanha e Bulgária. Após a exclusão, o jogador se pronunciou nas redes sociais, admitindo que realizou uma aposta há cerca de cinco anos, antes de sua chegada ao Galatasaray. No comunicado, ele destacou que a partida apostada não envolvia seu próprio clube. O atleta foi contratado pelo Galatasaray no início de 2024.
O nome de Elmalı aparece na listagem oficial publicada pela TFF ao lado de outro jogador do Galatasaray, Metehan Baltacı. Ambos foram encaminhados para análise pela comissão disciplinar junto com mais de mil atletas identificados no processo.
Como medida imediata, a TFF determinou a suspensão por duas semanas das atividades da terceira e quarta divisões do futebol turco. Apesar disso, os campeonatos da Superliga — liderada pelo atual campeão Galatasaray — e da segunda divisão seguem com calendário mantido.
As investigações não se restringem a atletas. Segundo a federação, mais de 150 árbitros também estão sendo investigados por suspeita de envolvimento com apostas ilegais, incluindo sete integrantes da primeira categoria e 15 assistentes. Dentro das apurações, dirigentes de clubes também surgiram como alvos. Entre os nomes mencionados estão o presidente do Eyupspor, equipe da primeira divisão, além do ex-proprietário do Kasımpaşa, que já prestaram esclarecimentos às autoridades.
Duas semanas antes do anúncio da lista de jogadores, o presidente da TFF, İbrahim Hacıosmanoğlu, havia prometido rigor absoluto no enfrentamento ao problema. “O nosso dever é elevar o futebol turco ao lugar que merece e purgá-lo de toda a sua sujidade”, declarou durante coletiva de imprensa.
O escândalo surge em um momento delicado, justamente quando o futebol turco vivia uma fase de retomada de prestígio internacional. A Turquia foi escolhida para coorganizar o Campeonato Europeu de 2032 ao lado da Itália, a seleção nacional chegou às quartas de final da Euro 2024 e Istambul tem sido sede recorrente de finais de torneios continentais.
