Relatório da PaySafe aponta que 49% das pessoas que não acompanham futebol pretendem apostar durante a Copa
A Copa do Mundo de 2026 tende a ser um divisor de águas para o mercado global de apostas online e o Brasil aparece como um dos países com maior potencial de crescimento em volume, novos usuários e sofisticação dos meios de pagamento. É o que aponta o relatório “All the Ways Players Pay – World Cup 2026 Edition”, elaborado pela plataforma de pagamentos online Paysafe, a partir de entrevistas com 3.850 consumidores em mercados regulados da América do Norte, Europa e América Latina .
Sumário
Novos apostadores
De acordo com o levantamento, 60% dos entrevistados afirmam que pretendem apostar online durante a Copa do Mundo de 2026, seja por aplicativos ou plataformas digitais. Dentro desse grupo, 19% dizem que nunca haviam apostado antes, o que mostra como o torneio pode ser uma porta de entrada para novos consumidores das plataformas de apostas.
O relatório mostra que esse movimento não se restringe a fãs assíduos de futebol. Quase metade (49%) das pessoas que não acompanham futebol regularmente afirmam que pretendem apostar durante a Copa, impulsionadas pela visibilidade do evento, pelas conversas sociais e pelo clima de competição global .
PIX
No recorte latino-americano para a Copa do Mundo, o Brasil aparece como um caso particular devido à consolidação de métodos de pagamento locais. Segundo o estudo, 48% dos apostadores brasileiros pretendem utilizar soluções locais instantâneas — como o Pix — para apostar durante a Copa do Mundo, índice superior ao uso de cartões de crédito ou débito .
O relatório reforça que a experiência de pagamento é decisiva para a escolha da plataforma. Globalmente, 44% dos entrevistados afirmam já ter abandonado uma aposta por não encontrar o método de pagamento desejado, enquanto 84% dizem que se sentem mais satisfeitos quando os saques são instantâneos .
Confiança pesa mais do que bônus
Outro dado relevante do relatório diz respeito aos critérios de escolha das casas de apostas. A confiança na plataforma aparece como o fator mais importante para os usuários, superando bônus promocionais e até mesmo odds mais atrativas. Em seguida, aparecem a rapidez nos pagamentos e a clareza das regras de saque .
O estudo também aponta que 88% dos apostadores afirmam que mudariam de operador após uma experiência negativa relacionada a pagamentos, percentual que ultrapassa 90% em alguns mercados. O dado reforça a importância de infraestrutura financeira robusta e previsível, especialmente em mercados recém-regulados como o brasileiro .
Apostas ao vivo dominam
A Copa do Mundo também intensifica o comportamento de apostas em tempo real. Segundo o relatório, 64% dos apostadores pretendem fazer apostas no dia do jogo ou durante a partida, indicando forte crescimento do segmento de apostas ao vivo (in-play) .
Esse comportamento é impulsionado pela emoção do jogo, pela facilidade dos aplicativos móveis e pela popularização de transmissões em múltiplas telas — um cenário particularmente relevante no Brasil, onde o consumo esportivo é fortemente mobile-first.
Mais apostas e maior gasto médio
O levantamento aponta ainda que 37% dos apostadores globais afirmam que pretendem apostar mais dinheiro do que o habitual durante a Copa do Mundo. Nos Estados Unidos, um dos países-sede do torneio, esse percentual chega a 51% .
Copa ‘digital’
O estudo também analisa comportamentos paralelos de entretenimento digital durante a Copa. 58% dos entrevistados afirmam que pretendem jogar videogames com temática de futebol durante o torneio, enquanto 56% dizem que devem gastar mais com conteúdos digitais, como moedas virtuais, passes e itens dentro de jogos .
Entre consumidores de 25 a 34 anos, esse percentual sobe para 64%, indicando que a Copa do Mundo funciona como um gatilho de consumo digital ampliado não apenas em apostas, mas em todo o ecossistema de entretenimento online.
Teste de maturidade
Para mercados como o Brasil, o relatório sugere que a Copa do Mundo de 2026 será também um teste de maturidade do ambiente regulado, especialmente no que diz respeito a proteção do consumidor, experiência do usuário e meios de pagamento. A expectativa dos apostadores por transações rápidas, seguras e transparentes aparece como um dos principais desafios para operadores e fornecedores de tecnologia.