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Vídeo! ‘Um terço dos sites de apostas no Brasil são ilegais, mas meta é chegar a zero’, afirma Regis Dudena

  • Última modificação do post:29 de janeiro de 2026
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Segundo ex-Secretário de Prêmios e Apostas, do Ministério da Fazenda, dados apontam ‘evolução’

O ex-secretário de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, Regis Dudena, afirmou que cerca de 30% dos sites de apostas online no Brasil ainda operam de forma ilegal, mas ressaltou que o objetivo do governo é eliminar completamente essas operações. A avaliação foi feita durante entrevista ao programa Café com Política, do Jornal O Tempo.

Segundo Dudena, o avanço da regulamentação já produziu resultados relevantes. Segundo ele, durante participação na ICE, uma das principais feiras de iGaming do mundo, em Barcelona, entre os dias 19 e 21 de janeiro uma consultoria divulgou dados sobre o tamanho do mercado ilegal no país.

A estimativa é de que o setor ilegal no Brasil talvez esteja na casa de 30%”, disse, ao comparar o país com outras jurisdições internacionais. Para ele, o dado indica evolução.

Se a gente se comparar com outros países, esse número é muito bom. Nosso objetivo é buscar o zero. O objetivo é expurgar plenamente esses ilegais”, afirmou.

Mais de 25 mil sites já foram derrubados

Durante a entrevista, Dudena detalhou as ações adotadas pelo governo desde o início da fiscalização mais intensa.

Desde outubro de 2024, a gente já derrubou 25 mil sites”, afirmou.

 Ao analisar a origem dessas plataformas, o ex-secretário afirmou que os bloqueios revelaram um padrão concentrado.

Quando a gente olha esses 25 mil sites e tenta ver onde eles foram criados, o IP da geração desses sites, a gente cai por um número na casa do mil”, explicou, referindo-se aos endereços que deram origem aos domínios ilegais.

Conscientização

Para Dudena, o combate ao mercado ilegal passa, antes de tudo, pela conscientização da população.

A primeira frente é a prevenção. É a população começar a entender que existem sites onde os seus direitos, a sua saúde mental e a sua saúde financeira vão estar protegidos”, afirmou.

Ele reforçou que a regulamentação criou uma forma objetiva de identificação das plataformas legais.

Sites autorizados pela União necessariamente têm o domínio .bet.br”, disse.

Se a população estiver num site que oferta apostas em âmbito nacional e não tem esse domínio, tem que saber que provavelmente está num site ilegal”, completou.

Segundo Dudena, a existência de um setor regulado já representa uma alternativa concreta para o apostador.

A existência de empresas autorizadas já é parte da oferta, da alternativa para aquele que quer apostar recorrendo ao legal”, afirmou.

‘Follow the money’

Outro eixo central da fiscalização, segundo Dudena, é o rastreamento do fluxo financeiro das casas ilegais.

Uma vez identificado um site ilegal, a gente entra no site e busca duas informações vitais: qual é o destino do dinheiro e quem é o prestador de serviço financeiro”, explicou.

Ele detalhou que esse processo ocorre, por exemplo, quando o usuário tenta realizar um depósito.

Quando você faz um Pix, você identifica quem é o destinatário e qual instituição financeira ou de pagamento está prestando o serviço”, disse.

Dudena ressaltou que a legislação brasileira proíbe expressamente esse tipo de relação.

A lei determina que bancos e fintechs são proibidos de prestar serviços financeiros para sitess de apostas ilegais”, afirmou.

Segundo ele, cabe à Secretaria fiscalizar e punir eventuais descumprimentos.

Nós notificamos essas instituições para que parem de prestar o serviço”, explicou, acrescentando que as próprias instituições também são obrigadas a comunicar o governo quando identificam operações suspeitas.

Aqui vale aquela máxima: follow the money, seguir o dinheiro”, resumiu.

Combate à publicidade de sites de apostas ilegais

Além do bloqueio de sites e do fluxo financeiro, Dudena destacou a importância de reduzir a visibilidade das casas ilegais.

O principal meio de captação de clientes dessas casas é a disponibilização de links na internet, seja por anúncios ou por perfis em redes sociais”, afirmou.

Para enfrentar esse problema, o governo firmou parcerias com plataformas digitais.

Nós fizemos um acordo de cooperação com o Conselho Digital, que representa as principais redes sociais no Brasil, para que elas nos ajudem na derrubada da publicidade”, disse.

Segundo ele, essa atuação ocorre de forma integrada.

Derrubando o domínio, proibindo o fluxo financeiro e proibindo a publicidade, a tendência é isso diminuir”, afirmou, citando também a cooperação com a Anatel.

Setor regulado avança

Ele destacou que o avanço do mercado regulado ocorreu em um período curto.

Em um ano, a gente conseguiu sair de um setor não regulado para ter um setor regulado, com cerca de 70% dos apostadores já recorrendo a sites autorizados”, disse.

Para o ex-secretário, o resultado representa um marco no processo de regulação.

Isso é uma grande vitória que precisa ser celebrada”, concluiu.

 

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