Levantamento também destaca a forte presença do celular como dispositivo principal de acesso às bets
Os brasileiros passam, em média, 13 minutos por acesso em sites de apostas, segundo levantamento realizado pelo portal Aposta Legal, especializado em informações sobre apostas esportivas online com foco no jogo responsável. A pesquisa destaca a forte presença do celular como dispositivo principal de acesso: 93% dos usuários utilizam smartphones para apostar, enquanto apenas 7% preferem notebooks ou computadores de mesa.
Ainda de acordo com o estudo, os 15 maiores sites de apostas do Brasil foram responsáveis por 80% do tráfego gerado por plataformas de “bets” em 2024, com um total impressionante de 6,67 bilhões de visitas no ano. Desde janeiro de 2025, com a exigência legal do domínio “.bet.br” para operadoras licenciadas, esse sufixo se consolidou como a segunda maior fonte de tráfego online do Brasil, ficando atrás apenas do Google.
A pesquisa também trouxe dados curiosos sobre o comportamento dos apostadores. Segundo informações da Serasa e do Opinion Box, muitos brasileiros veem as apostas online como uma forma de investimento, apesar de não serem produtos financeiros. O engajamento em plataformas de apostas superou o observado em opções mais tradicionais como criptomoedas, poupança e ações.
Essa percepção, no entanto, ainda é distorcida. Durante o evento “O jogo responsável e a sustentabilidade do iGaming no Brasil”, realizado na sede da OAB-RJ, no Centro do Rio de Janeiro, Filipe Rodrigues, fundador da Associação Jogo Positivo, apresentou uma pesquisa que apontou que os brasileiros não veem as apostas como entretenimento. Para ele, falta compreensão por parte da população de que o jogo é, antes de tudo, uma forma de lazer.
“O brasileiro médio não compreende, na sua plenitude, que jogo é entretenimento. Essa informação é extremamente valiosa, principalmente para os operadores, na hora de criar suas campanhas de comunicação”, afirmou.
Filipe também defendeu a participação ativa de órgãos reguladores nesse processo educativo:
“A SPA, Secretaria de Prêmios e Apostas no Brasil, bem como outros reguladores, precisa também, na sua estratégia, auxiliar seu público-alvo a compreender essa questão do jogo como entretenimento“, explicou.
Evento destaca papel do jogo como entretenimento
O evento contou com a presença de nomes relevantes no cenário internacional, como Jennifer Shatley, diretora da Responsible Online Gaming Association, entidade que representa as principais casas de apostas dos Estados Unidos. O painel foi mediado por Maureen Flores, pesquisadora e PhD em inovação.